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Preço5 min de leituraPor Equipe Vantrum

Percentual sobre verba de mídia é o incentivo errado

Quando quem cuida da sua mídia ganha uma fatia do que você investe, ganha mais quando a verba sobe, não quando a venda sobe. Onde isso distorce as decisões, e o que perguntar antes de assinar.

Taxímetro aceso no escuro, com o valor da corrida no visor vermelho

Foto de Laukik Lodh, no Pexels

Quando quem cuida da sua mídia recebe um percentual da verba, existe uma decisão que essa pessoa nunca tem motivo para tomar: recomendar que você gaste menos.

O modelo é fácil de explicar e fácil de cobrar. Você investe em anúncio e o fornecedor fica com uma porcentagem desse valor. A verba cresce, a fatia cresce junto. Em nenhum lugar do acordo aparece venda, margem ou lucro.

É como um taxímetro. O motorista pode ser honesto e conhecer a cidade. Ainda assim, cada quilômetro a mais rende para ele, e o caminho mais curto rende menos.

O que o percentual premia

Pense nas decisões que mais protegem o seu caixa numa operação de mídia: pausar a campanha que não vende, cortar a palavra que só traz curioso, segurar a verba enquanto a página não converte, consertar a mensuração antes de escalar. Todas reduzem o gasto ou adiam o aumento. No percentual, todas reduzem o que recebe quem precisa tomá-las.

Isso não é acusação de má-fé. A maioria dos profissionais tenta fazer o certo. O ponto é que o contrato puxa para um lado, e o seu negócio precisa ir para o outro em vários momentos do ano. Quando incentivo e interesse discordam, o incentivo costuma ganhar nas decisões pequenas. E são as pequenas que somam.

A conta, com números de exemplo

Uma empresa investe R$ 30.000 por mês em anúncio e paga ao fornecedor 15% da verba, um percentual escolhido só para a conta: R$ 4.500 por mês. Numa revisão, aparecem R$ 8.000 mensais em campanhas que não trazem venda. Cortar esse gasto deixa R$ 8.000 a mais no caixa da empresa e tira R$ 1.200 da remuneração do fornecedor. Subir a verba para R$ 50.000, sem saber se o retorno acompanha, aumenta essa remuneração em R$ 3.000.

Onde a distorção aparece

  1. A reunião começa pela verba

    Quanto investir no mês que vem vira o assunto principal, antes de quanto sobrou no mês passado. O número que paga o fornecedor ocupa o lugar do número que paga a empresa.

  2. A escala vem antes da prova

    Aumentar o orçamento é a recomendação mais fácil de fazer e a única que paga mais a quem recomenda. Escalar com critério pede o contrário: provar o retorno com a verba atual, e só depois crescer.

  3. O conserto fora do anúncio fica sem dono

    Se o gargalo é a página, o preço, o frete ou o tempo de resposta, resolver ali aumenta a venda sem mexer na verba. No percentual, esse trabalho não rende nada para ninguém, então ninguém tem motivo para procurá-lo.

  4. O relatório organiza o que se gastou

    Quando o pagamento é sobre o gasto, o relatório tende a mostrar o gasto, o clique e o alcance. Receita e margem aparecem pouco, ou não aparecem.

Nenhum modelo é neutro

Trocar o percentual por comissão sobre venda parece resolver, e resolve só em parte. A comissão premia receita, não margem: a venda feita com desconto pesado paga o fornecedor igual à venda que dá lucro. E abre uma briga permanente sobre qual venda veio do anúncio.

O valor fixo separa a remuneração da verba, e esse é o ganho. O risco dele é outro: com escopo vago, o serviço encolhe e o preço continua o mesmo. Por isso, no valor fixo, o que protege você é o escopo escrito, com o que está incluído e o que não está.

Como a Vantrum cobra

Preço fixo, que acompanha o tamanho e a complexidade da operação e sai da conversa, por escrito. Nunca percentual sobre a verba. A verba é sua e é paga direto às plataformas, sem passar por nós: você confere o gasto no extrato do Meta e do Google, não num relatório nosso. O escopo fica no papel, e o que não está escrito não está incluído.

Na prática, cortar uma campanha que não vende não muda o que recebemos. Recomendar menos verba não nos custa nada. E a reunião pode começar pelo que sobrou, que é a conversa que interessa ao dono.

O que perguntar antes de assinar

  1. Como você é pago se eu cortar metade da verba amanhã?

    Se a resposta é "recebo metade", o incentivo está no gasto.

  2. O que está escrito no escopo, e o que fica de fora?

    Escopo aberto parece generoso na assinatura e vira discussão no terceiro mês.

  3. O relatório mostra receita e margem, ou gasto e clique?

    O que aparece primeiro no relatório é o que o fornecedor quer que você olhe.

  4. Se eu sair, contas, criativos e dados ficam comigo?

    Acesso retido como garantia é outra forma de prender o contrato.

O que dá para ver de fora

Os anúncios no ar, a oferta, a página, a velocidade do site e o caminho até a compra se enxergam de fora, sem senha nenhuma. É isso que a análise gratuita olha. Você sai com uma lista de pontos onde o dinheiro se perde entre o anúncio e a venda, e nenhum deles depende de aumentar a verba para ser resolvido.

Se alguma coisa aqui parece a sua operação, a análise externa é gratuita e não pede nenhum acesso.

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